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6 DAS INVENÇÕES MAIS SURPREENDENTES DA PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

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Há quase 100 anos, no dia 11 de novembro de 1918, a Primeira Guerra Mundial chegava ao fim. O período de quatro longos anos de batalhas, mortes, fome e doença que assolou a Europa finalmente terminava, deixando para trás cicatrizes profundas no mundo e uma herança de terror para a população que a testemunhou.

No entanto, a guerra também gerou inovações nas mais diversas áreas. A necessidade impulsionou a criatividade das pessoas e fez surgir alguns objetos, produtos e dispositivos que permanecem em uso até hoje.  Mas antes de saber quais são eles, vamos para um breve histórico da Primeira Guerra Mundial.

Breve histórico

Geavilo Princip (à esquerda), o assassino do arquiduque Franz Ferdinand (à direita)

Uma série de eventos devido a uma forte competição imperial entre alguns países levou à Primeira Guerra Mundial, mas aquele que formalmente teria sido o responsável pelo início, o estopim, foi o assassinato do arquiduque Franz Ferdinandda Áustria-Hungria (e sua esposa Sophie) em Sarajevo, no dia 28 de junho de 1914 — cometido por Gravilo Princip.

Semanas depois dessa ocorrência, a guerra teve realmente seu início com a invasão austro-húngara da Sérvia, que foi seguida pela invasão alemã da Bélgica, Luxemburgo e França, além de um ataque russo contra a Alemanha. Mas, logo, surgiu um impasse da Frente Ocidental (que continha uma linha de quilômetros de trincheiras), entre a Alemanha, ao leste e os aliados no oeste.

De acordo com um artigo de Simone Scully, do Nautilus, os soldados se posicionavam nas trincheiras, mas era quase impossível para qualquer um dos lados fazer qualquer progresso significativo contra o outro.

Aqueles que tentavam atravessar a curta distância entre a Frente Ocidental e as linhas opostas, local que poderia ser chamado de “terra de ninguém”, eram rapidamente mortos. Toda essa situação forçou as tropas a desenvolver novas tecnologias para superá-la.

Segundo o historiador do Museu da Guerra Imperial de Londres contou ao Nautilus, muitas inovações bem conhecidas que nós associamos com as guerras de hoje foram inventadas para tentar ganhar uma vantagem sobre um inimigo entrincheirado.

Entre os exemplos estão o desenvolvimento do tanque de guerra, do gás venenoso e da fotografia aérea. Mas não foram apenas esses itens que surgiram da necessidade da época. Confira abaixo seis dos exemplos mais surpreendentes das inovações técnicas que vieram da Primeira Guerra Mundial:

1 – Fertilizantes industriais

Os fertilizantes industriais surgiram na época da Primeira Guerra, mas não para a função de fazer germinar algo e sim para a fabricação de explosivos.

De acordo com o artigo do Nautilus, pouco antes da guerra, os químicos alemães Fritz Haber e Carl Bosch desenvolveram um processo para converter o nitrogênio atmosférico em uma forma biologicamente disponível (amônia), utilizando em alta pressão e temperatura. Isso permitiu que a Alemanha produzisse nitratos artificiais para criar explosivos, como o TNT.

Essa produção deu mais autonomia para os alemães, pois, antes, os nitratos vinham de depósitos de guano chilenos (guano é o nome dado às fezes de aves e morcegos que concentram uma grande quantidade de nitrogênio), que produziam uma oferta limitada.

Então, quando a guerra estourou, a Alemanha tinha apenas nitratos naturais suficientes para durar cerca de seis meses. Mas, com o novo processo químico, eles puderam criar explosivos por muito mais tempo.

E foi esse mesmo processo que acabou sendo adotado para a fabricação de fertilizantes a base de nitrato, que sustentam a agricultura industrial em grande escala hoje em dia.

2 – Drones

Atualmente, mais do que nunca, os drones estão por aí pelos ares para as mais diversas funções. Mas, eles não surgiram apenas agora, sendo uma das invenções incríveis da Primeira Guerra Mundial.

Nesse período, além do poder de fogo, as potências dos motores aumentaram, assim como as velocidades de altitude e cargas de bombas. Foi quando também surgiu a ideia do primeiro objeto voador não tripulado.

Naquela época, o inventor norte-americano Charles Kettering projetou uma “bomba voadora” não tripulada, que poderia atingir um alvo a uma distância de 65 quilômetros. Este foi provavelmente o primeiro modelo de drone, projetado para decolar, voar até certa distância e depois parar e mergulhar no chão.

Porém, o primeiro voo de teste, que aconteceu no dia 2 de Outubro de 1918, falhou porque a aeronave subiu muito, parou e caiu. Os modelos seguintes não foram considerados muito confiáveis para serem usados, mas, de qualquer forma, a ideia do drone já estava consolidada.

3 – Controle de Tráfego Aéreo

O sistema de rádio comunicador já havia feito sua estreia antes da guerra, mas grandes progressos foram feitos durante ela, pois era uma ferramenta de extrema importância para as comunicações militares da aviação.

Segundo o Nautilus, o Exército dos Estados Unidos instalou os primeiros rádios bidirecionais em aviões antes mesmo do envolvimento do país na guerra. Em 1916, os técnicos poderiam enviar um sinal de rádio a uma distância de 225 quilômetros e mensagens telegráficas de rádio podiam ser trocadas entre aviões em voo.

No final daquele mesmo ano, começaram os projetos dos capacetes equipados com microfones e fones embutidos. No ano seguinte, foi a primeira vez que a voz de uma pessoa foi transmitida por rádio a partir de um avião voando até um controlador de voo em terra firme. Esse sistema foi essencial para as batalhas, mas também se tornou a base para a tecnologia atual de tráfego aéreo.

4 – Raios-X portátil

Os atendimentos de serviços médicos nos campos de batalha não eram nada fáceis na Primeira Guerra Mundial. Em 1914 (o primeiro ano dessa guerra) foi marcado por extremas dificuldades nessa área, mas os exércitos rapidamente trataram de desenvolver sistemas sofisticados para resolver os mais variados problemas de lesões durante o período com algumas inovações.

Umas delas foi a tala de Thomas, artefato utilizado para imobilizar os membros (geralmente pernas quebradas), que teve um enorme impacto sobre as taxas de sobrevivência em uma época antes dos antibióticos. Antes disso, a porcentagem de mortes decorrentes de complicações de fraturas de fêmur (por exemplo) era muito alta.

Além disso, bancos de sangue foram desenvolvidos, graças à utilização de citrato de sódio para evitar que o sangue coagulasse e se tornasse inutilizável, permitindo as transfusões em pleno campo de batalha. Mais uma inovação que salvou muitas vidas.

No entanto, talvez uma das inovações médicas mais importantes da época foi a capacidade de poder levar as ferramentas de diagnóstico para a linha de frente. Mas tinha um equipamento que era muito grande e delicado para ser transportado: o aparelho de raio-X.

Pensando em tornar o transporte e uso mais prático para o serviço médico dos campos de batalha, a cientista polonesa Marie Curie (que morava em Paris) levantou fundos na França para desenvolver pequenas máquinas de raios-X móveis. Os equipamentos foram então instalados em carros e caminhões do exército francês.

Ela mesma dirigiu alguns desses veículos para levar até as linhas de combate, contando com a ajuda de sua filha Irene, de 17 anos, e trabalhando em estações de remoção de vítimas com o uso dos aparelhos de raio-X para localizar fraturas, balas e estilhaços.

5 – Absorventes higiênicos

Você sabia que os absorventes higiênicos femininos não foram inventados exatamente para a função de ajudar as mulheres naqueles dias do mês? A princípio, o item foi criado para estancar o sangue de grandes ferimentos de bala durante a Primeira Guerra Mundial.

Segundo conta a história, em 1914, Ernst Mahler, o chefe de uma pequena empresa americana chamada Kimberly-Clark, visitou fábricas de papel e celulose na Alemanha, Áustria e Escandinávia, observando um novo material de celulose chamado “Cellucotton”.

O material impressionou Ernst, pois era cerca de cinco vezes mais absorvente que o algodão e, quando produzido em massa, era metade do preço. Ao retornar para os EUA, Mahler registrou o material e, quando os Estados Unidos entraram na guerra em 1917, a Kimberly-Clark começou a produzir os curativos cirúrgicos com ele.

Porém, os curativos chamaram a atenção das enfermeiras da Cruz Vermelha, que começaram a usá-los para a própria higiene pessoal e o costume se tornou conhecido.

Então, quando a guerra acabou, a Kimberly-Clark aproveitou o excedente de ataduras dos militares e da Cruz Vermelha para criar os primeiros absorventes higiênicos comerciais com o nome de Kotex. A ideia foi muito inovadora em uma época em que as mulheres usavam pedaços de tecidos para as suas necessidades higiênicas naquela época do mês.

6 – Lâmpadas ultravioleta

A fome e a reclusão dos alemães durante a guerra levou a um aumento bastante significativo dos casos de raquitismo, uma doença causada pela falta de vitamina D, cálcio ou fosfato que leva ao enfraquecimento dos ossos.

No inverno de 1918, metade das crianças de Berlim estava sofrendo dessa condição, apresentando também muita fraqueza e apatia. Na época, a causa da doença não era conhecida, mas um médico de Berlim chamado Kurt Huldschinsky percebeu que as crianças também estavam muito pálidas, então ele resolveu realizar um experimento com algumas delas.

Para isso, ele realizou várias sessões em que colocou quatro crianças sob a luz de lâmpadas de mercúrio de quartzo que emitiam luz ultravioleta.

Então, vieram os resultados: o tratamento funcionou, pois os ossos das crianças se tornaram mais fortes. Isso porque a luz ultravioleta faz com que a pele produza a vitamina D, que é necessária tanto para a saúde dos ossos, como para fatores de resposta imunológica e até para o humor.

*Publicado em 12/11/2014

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Handebol

Postado em

Pós-graduação lato sensu em Jornalismo (Faculdade Cásper Líbero, 2014)
Graduação em Educação Física (Complexo Educacional FMU, 2007)

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Um esporte onde o maior espetáculo é a grande quantidade de gols em uma só partida. O Handebolé um jogo rápido com características de outros esportes como o basquete, onde joga-se com as mãos, porém ao invés de fazer cestas, os jogadores concretizam os lances em gols, aspecto semelhante ao futebol.

Os relatos de sua origem são diversos. Um dos primeiros aconteceu na Grécia Antiga no qual uma bola com aproximadamente o tamanho de uma maça era utilizada. Outro esporte parecido foi desenvolvido pelos romanos. Em seguida foram os franceses durante o século XVI. Quando chegou no ano de 1948, um jogo chamado Haaddbold surgiu pelo criador Holger Nielsen no Instituto de Ortup na Dinamarca, entretanto no mesmo período há indícios entre os tchecos, irlandeses e uruguaios. Com os elementos atuais, a modalidade foi formatada na Alemanha. Hirschmann, um alemão secretário da Federação Internacional de Futebol, escolheu o campo para a prática da modalidade, em 1912.

A modalidade foi uma adequação do Torball, feita pelo professor Berline Max Heiser, entre os anos 1915 e 1918. Começou a propagar pelos países da Áustria e Suíça com o também professor Karl Schelenz, que rebatizou o esporte de Handball em 1919. Mas ainda assim, o time era composto com 11 jogadores, tal qual no futebol. Um ano mais tarde tornou-se uma modalidade esportiva. No ano de 1925, os austríacos estreitaram a disputa entre países vencendo os alemães.

Os jogos de handebol começaram a ser praticados em ambientes fechados com os suecos, por volta de 1924. Com temperaturas muito baixas, viram-se obrigados a realizar essa modificação, além de diminuir o número de jogadores para sete em cada equipe.

Entrou para os Jogos Olímpicos de Berlim 1936, contando com a participação de seis países. Dois anos depois, ainda na Alemanha, o primeiro campeonato mundial ocorreu sendo oito jogadores na categoria campo e quatro no ginásio. Mais tarde, criaram a Federação Internacional de Handebol, que organizou os primeiros torneios mundiais de salão, em 1954 entre os homens e 1957 das mulheres. Esquecendo de vez a prática de campo a partir do mundial de 1966. A Olimpíada contou com atletas brasileiros apenas em 1992, na cidade de Barcelona.

A quadra de Handebol possui 40 metros de comprimento por 20 de largura, com dois gols de 3 metros por 2 de altura. Apenas os goleiros podem permanecer no espaço demarcado de 6 metros próximo ao gol e tocar a bola com os pés.

O jogo é dividido em dois períodos de 30 minutos com 10 de intervalo. São 16 competidores à disposição do técnico que deles, sete ficam em quadra.

O tamanho da bola difere entre as categorias. Na masculina seu peso varia de 425 a 475 gramas, com diâmetro de 58 a 60 centímetros. Já no feminino são de 325 a 375 gramas, medindo de 54 a 56 centímetros.

Os jogadores devem andar quicando a bola, podendo segurá-la em um tempo máximo de três segundos.

O descumprimento das regras acarreta em faltas podendo ser:

  • Tiro livre de 7 metros: Quando a falta acontece dentro da área, o jogador arremessa a bola ao gol com apenas o goleiro para intercepta-lo.
  • Tiro de 9 metros: Caso a infração ocorra próximo da área de 9 metros. Utiliza-se barreiras de jogadores adversários para dificultar o arremesso.

Referências Bibliográficas:
http://www.brasilhandebol.com.br/noticias_detalhes.asp?id=27174
http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas/modalidades/handebol
https://www.cob.org.br/pt/Esportes/handebol

Arquivado em: Esportes

Por que um imperador da Etiópia foi adorado como deus na Jamaica – influenciando até Bob Marley iWonder BBC

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Bob Marley

Quando se fala em rastafáris, provavelmente a primeira imagem que vem à cabeça de muitas pessoas é a do rei do reggae Bob Marley e seus rastas icônicos.

Mas além do famoso artista, há outro homem ainda mais importante no coração deste movimento – Ras Tafari. Esse foi o nome do último imperador da Etiópia, nascido em 23 de julho de 1892, mas ele adotou o nome real de Haile Selassie ao ser coroado.

Para os rastafáris, ele é Deus (Jah) encarnado, o messias redentor.

Mas como um imperador da Etiópia, cuja capital está situada a quase 13 mil quilômetros de Kingston, se tornou adorado na Jamaica?

O vínculo entre os dois, na verdade, está relacionado a um grupo de jamaicanos pobres que acreditavam que a coroação de Ras Tafari era o cumprimento de uma profecia e que ele era seu redentor, o messias: o “Rei dos reis, Senhor dos senhores”.

Eles acreditavam que seriam libertados pelo imperador, que os tiraria da pobreza no Caribe e os levaria à África, a terra dos seus antepassados e um centro espiritual para os jamaicanos.

Quem era Ras Tafari?

Haile Selassie

Tafari era filho de um colaborador do imperador Menelik 2º, um dos governantes mais importantes da história da Etiópia, e casou-se com uma de suas filhas, Wayzaro Menen.

Desde a infância, sua inteligência chamou a atenção do imperador, que o ajudou a seguir carreira política. Quando a filha de Menelik 2º, a imperatriz Zauditu, morreu em 1930, seu protegido foi coroado imperador.

A coroação de Haile Selassie foi um evento esplendido e contou com a presença de autoridades do mundo todo.

Na época, o jornal The New York Times especulou que as celebrações haviam custado mais de US$ 3 milhões (R$ 9,5 milhões, em valores atuais). A revista Time dedicou a capa ao novo imperador, que logo se transformou em um fenômeno global.

Pouco depois da coroação, Selassie encomendou a primeira constituição escrita da Etiópia, que restringia em grande medida os poderes do parlamento.

Na prática, ele era o governo da Etiópia.

Segundo a constituição, a sucessão ao trono se restringia somente aos seus descendentes, e a pessoa do imperador era “sagrada, sua dignidade, inviolável e seu poder, indiscutível”.

Mas, na Jamaica, Selassie estava se convertendo em algo mais do que um poderoso imperador.

A profecia de Marcus Garvey

Marcus Garvey

“Olhem para a África, onde um rei negro vai ser coroado, anunciando que o dia da libertação estará próximo”. Essa é a profecia que deu início a toda história, e foi feita por Marcus Garvey.

Ele era um ativista jamaicano que lutou pela mudança política e social em uma ilha que havia sido um centro importante durante o período da escravidão.

Depois da abolição, em 1833, a vida não melhorou muito para os antigos escravos, nem para seus filhos ou para as gerações seguintes.

Ainda não está claro se o “rei negro” a quem Garvey se referia era uma pessoa real, mas o mais provável é que se tratasse de uma figura simbólica.

Mas, quando as notícias da coroação de Haile Selassie em 1930 chegaram à Jamaica, muitos dos seguidores de Garvey fizeram uma associação que lhes parecia lógica: Ras Tafari era rei, e, portanto, o dia da libertação estaria próximo. Isso significava que eles deveriam se preparar para um êxodo para a África.

Apesar de Marcus Garvey nunca ter sido um rastafári, ele é considerado um dos profetas do movimento, e suas ideias formaram a filosofia rastafári.

“O ‘garveyismo’ se converteu em um tipo de nacionalismo militante que deu aos negros um sentido de identidade com o conjunto da África, numa época em que a independência estava em evidência”, afirma Jabob Bauman, em uma publicação da Universidade do Estado de Washington, nos EUA.

Atualmente, as crenças dos rastafáris são muito diferentes.

Enquanto os primeiros seguidores da religião procuravam um retorno à África, declaravam que seu único deus era Haile Selassie e que a Etiópia era o verdadeiro Sião (sinônimo de terra de Israel, ou terra prometida), hoje muitos dão mais importância a um retorno “espiritual”.

Segundo o autor da Enciclopédia Global das Religiões, Stephen Glazier, o movimento rastafári se converteu em parte a um estilo de vida, mais que uma religião, e as práticas também variam muito. Entre elas, se destacam o consumo ritual da maconha (ganja) e o reggae.

Visita à Jamaica

Selassie

Poucos anos após a coroação de Haile Selassie, a Etiópia se envolveu em uma guerra terrível. Em 1935, o líder italiano Benito Mussolini invadiu o país e Selassie partiu para o exílio.

Ele ficou cinco anos fora do país e somente em 1941 foi restituído como imperador, com a ajuda da Grã-Bretanha.

Em 21 de abril de 1966, ele finalmente visitou a Jamaica – e mesmo 36 anos depois de sua coroação, o entusiasmo dos rastafáris seguia intacto, com uma nova geração de adeptos que cultivavam a ideia de um êxodo para a o continente africano.

Selassie foi tomado pela recepção eufórica, e não fez nada para dispersar crenças sobre sua suposta condição divina. Garvey já estava morto, e suas críticas a Selassie por deixar o país em tempos de guerra já haviam sido esquecidas na Jamaica.

Mas no resto do mundo o julgamento sobre ele não foi unânime – embora Selassie quisesse projetar uma imagem de um imperador progressista, ele também enfrentou acusações de ser um ditador ganancioso.

Entre a multidão que apareceu para honrar e receber seu “Redentor”, estava a esposa de um músico jamaicano de 21 anos, que tinha acabado de formar uma banda chamada The Wailers.

Seu nome era Robert Nesta Marley.

O rasta mais influente

Rastafaris

Bob Marley foi o rastafári mais influente da história.

Ele nunca se classificou como profeta, embora muitas suas canções fossem consideradas com um caráter profético, e também nunca foi um líder, embora os seguidores o tratassem como tal.

Dois dos discos mais importantes da carreira de Marley – Catch a Fire, de 1973, e Natty Dread, de 1975, foram sucesso de vendas e estavam cheios de símbolos e motivos do rastafarianismo.

Na época do lançamento de Rastaman Vibration, em 1976, havia rastafáris em quase todas as cidades britânicas e em muitas partes dos Estados Unidos.

Jovens negros usavam o cabelo com os mesmos dreadlocks de Marley e vestiam roupas com as cores da bandeira etíope: verde, amarelo e vermelho.

Enquanto seus pais eram na maioria cristãos, jovens negros em cidades como Londres começaram a ser atraídos por uma teologia diferente, que incorporava a crítica política.

‘Mentiras de Babilônia’

SelassieDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSelassie foi uma figura controversa – era venerado, mas também criticado por “ganância”

Enquanto isso, as coisas se complicavam para Selassie na Etiópia. Em 1973, uma forte crise de fome matou cerca de 200 mil etíopes.

Um ano depois, um grupo de militares do Exército com uma agenda marxista chamado Derg destronou o imperador após um golpe militar. Ele morreu em 1975, doente e encarcerado.

Sua morte dele foi descrita por seus seguidores como uma “desaparição”, já que eles se negavam a acreditar que Selassie havia morrido.

E quando se falava sobre ele, a comunidade rastafári usava frequentemente a frase “mentiras de Babilônia”. Muitos acreditavam que a estrutura dominada por brancos – chamada por eles de “Babilônia”, havia espalhado uma mentira para tentar debilitar o crescente movimento rastafári.

Outros simplesmente rechaçaram a notícia afirmando que Jah, o nome rastafári para Deus, havia apenas ocupado temporariamente o corpo de Selassie. A morte “corporal” do imperador era tida como um sinal de que Jah não era apenas um ser humano, mas também um ente espiritual.

Uma terceira interpretação – e a mais aceita entre os rastafáris – se refere ao conceitos sobre a unidade essencial de toda a humanidade. Segundo esse princípio, ainda que habitemos corpos distintos, todos estamos unidos espiritualmente.

Pode ser que Haile Selassie já tivesse partido, mas vê-lo como um único deus é uma interpretação errônea do significado do rastafári: seu espírito está em todos nós e não pode ser extinto.

Segundo eles, desde que nascemos, somos todos corpos efêmeros, mas nossas almas seguem vivendo.

fonte: http://www.bbc.com/portuguese/geral-39596814

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Decreto tira nome de Sarney de escolas no Maranhão

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“Ex-presidente e outros políticos maranhenses que estão vivos deixaram de nomear estabelecimentos estaduais de ensino

SÃO LUÍS – Sarney, Murad, Castelo e Lobão são nomes comuns em prédios públicos de escolas e outras áreas do Estado do Maranhão, porém essa realidade vai mudar. Em 2015, ao assumir o governo, Flávio Dino (PCdoB) proibiu que o patrimônio estadual receba o ‘batismo’ de pessoas vivas e também vetou que os bens públicos sejam nomeados em homenagem a pessoas responsabilizadas por violações aos Direitos Humanos durante o regime militar. Esta foi uma das primeiras medidas anunciadas pelo governador em 1º de janeiro do ano passado.

Um ano depois, Flávio Dino por meio do decreto nº 31.4690, assinado no dia 4 de janeiro e publicado no Diário Oficial do Estado de 14 de janeiro, trocou as denominações de 37 estabelecimentos da rede estadual de ensino que homenageavam pessoas vivas e deu a eles nomes de personalidades que já morreram – professores, religiosos, políticos (como os ex-deputados João Evangelista e Júlio Monteles) e até mesmo o cientista alemão Albert Einstein.

O campeão em perda de homenagens foi o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP), que exerceu também os cargos de governador do Maranhão, deputado federal, senador da República e presidente do Congresso Nacional, sendo membro das academias de letras do Maranhão (AML) e do Brasil (ABL). No total, o ex-presidente do Senado perdeu sete homenagens em diferentes municípios maranhenses.
(…)”

Sobre este documento

Título
Decreto tira nome de Sarney de escolas no Maranhão
Tipo de documento
Jornal Eletrônico
Palavras-chave

Século XXI Legislação Maranhão

Origem
Créditos

Diego Emir

Canto das três raças

Postado em Atualizado em

“Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil

Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou

Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou

E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô

E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador

Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor”

Sobre este documento

Título
Canto das três raças
Tipo de documento
Letra de Música
Palavras-chave

Brasil História da MúsicaSéculo XX

Origem

Canto das três raças, Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro. Letra disponível em: https://www.vagalume.com.br/clara-nunes/canto-das-tres-racas.html

Créditos

Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
Intérprete: Clara Nunes